Sem crise, Paraná ’agradece à natureza’ por reservas de água

É improvável que a grande crise hídrica que assola os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais chegue ao Paraná tão cedo. Com riqueza de rios e bom volume de chuvas nos últimos meses, o estado tem abastecimento em 700 localidades atualmente, contando municípios e distritos. As quatro principais barragens do estado, responsáveis por 30% de todo o suprimento paranaense, têm 98% do volume cheio.

Em Curitiba, por exemplo, caso mais nenhuma gota de chuva caísse, de hoje em diante, a água que existe estocada ainda abasteceria a população durante sete, oito meses, estima a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O último grande racionamento no estado, diz a empresa, foi justamente na capital, em 2006, quando houve estiagem e faltou água para milhares de pessoas.

"Temos que agradecer à natureza, porque fomos privilegiados com as chuvas. Basicamente, esta é a diferença entre o nosso estado e os que estão enfrentando crise. Muitas vezes, sem explicação, a chuva chegou até o norte do Paraná e parou, não seguiu até São Paulo, por exemplo. O recurso, tratando-se de água, depende do imponderável, do natural. Felizmente, tivemos sorte", comemora o diretor de operações da Sanepar, Paulo Alberto Dedavid.

Mesmo assim, ainda há problemas sérios, como a falta de caixas d"água em mais de 20% das casas paranaenses e as milhões de obras de reparos necessárias por ano (são 400 mil por mês, em média, segundo a companhia estadual) - na maioria delas, o corte na distribuição por pelo menos um dia é necessário. Além disso, a água tratada ainda não chega a moradores de 54 cidades paranaenses.

A rede insuficiente em cidades pontuais também causa problemas, ocasionalmente - quase sempre, quando há recorde de calor. Em 2014, por exemplo, municípios como Apucarana, Arapongas, Francisco Beltrão e Guarapuava tiveram que passar por rodízio.

Mesmo sem risco eminente, o momento de estiagem requer atenção para o desperdício. "Estamos em um momento confortável, mas não é por isso que temos que descuidar. Pode acontecer de não chover amanhã. E aí, como fica? Economizar, ter consciência no uso, é sempre importante", ressalta o diretor da Sanepar.

Hoje, o estado sobrevive com três tipos de abastecimento: por meio dos rios, de barragens (barreiras artificiais para a retenção de água) e poços tubulares profundos. A maioria das obras - e a tranquilidade atual -, no entanto, só é possível graças a um projeto financiado pelo governo japonês, assinado pelo governo estadual em 1998, afirma Dedavid.

"O setor não tinha financiamento no passado, a nível nacional. Sofremos com isso durante anos, porque, lá atrás, o planejamento dos sistemas foi mal feito. Faltou investimento. Hoje, o Paraná só está tranquilo porque fomos buscar recursos internacionais", diz o diretor.

Por meio do financiamento, o Paraná emprestou cerca de R$ 1 bilhão do Japão. O prazo para o pagamento é 2023, conforme a Sanepar. "Fizemos grandes obras com esse dinheiro, como a construção de barragens, estações de tratamento de grande porte e redes de esgoto. É o maior projeto de saneamento do estado, com certeza", garante Dedavid.

O diretor ressalta que há conforto no abastecimento do Paraná também em razão da condição climática favorável no fim de 2014 e no começo de 2015. Apesar das altas temperaturas e, por consequência, do aumento de 30% no consumo de água, as chuvas foram suficientes.

Veja como funciona o abastecimento nas principais regiões do Paraná:

Curitiba e Região Metropolitana

A cidade não tem rios suficientes para abastecer a população. Por isso, a água é fornecida, basicamente, por meio de quatro barragens, que são interligadas: Piraquara I e II funcionam em sequência e formam o maior manancial de abastecimento público do Paraná; a barragem do Rio Passaúna abastece as zonas sul e oeste da capital; a barragem do Iraí, responsável por vários municípios da RMC, abastece cerca de 2,5 milhões de pessoas.

Londrina

Os recursos hídricos de Londrina saem, basicamente, de dois pontos: o Rio Tibagi e o Aquífero Guarani, um dos maiores do mundo. No segundo caso, foi necessária a construção de um sistema para resfriamento de água, já que, subterrânea, ela chega a 50º C.

Maringá

O abastecimento da cidade sai do Rio Pirapó. Há alguns pequenos reservatórios distribuídos pela cidade, mas, com o aumento rápido da população, a Sanepar projeta um novo sistema de captação no Rio Ivaí.

Foz do Iguaçu

O rio que dá nome à cidade não fornece nada de água tratada aos moradores. O Iguaçu, o maior rio interno do estado, abastece exclusivamente o município de União da Vitória, com 52 mil habitantes. Em Foz do Iguaçu, 70% da água consumida é fornecida pelo Lago de Itaipu; o resto vem do Rio Tamanduá. Como o Operador Nacional do Sistema (ONS) determinou que a hidrelétrica de Itaipu opere em outro nível de água, a Sanepar precisou instalar uma captação flutuante para extrair a água num nível mais baixo.

Cascavel

A produção de água tratada está no limite da demanda, diz a Sanepar. Ainda no primeiro semestre de 2015 devem ser iniciadas as obras de construção do sistema do Rio São José para reforçar o volume atualmente produzido pelos poços e sistemas dos rios Cascavel, Saltinho e Peroba.

Guarapuava

A capacidade de produção foi recentemente ampliada em 10%. Ainda podem ocorrer dificuldades pontuais, nos bairros mais distantes e nas regiões mais altas da cidade, conforme a empresa responsável.

Litoral

O sistema de abastecimento de água no litoral é bastante específico, por causa do inchaço da população no verão. A água sai dos reservatórios Canoas e Ipanema. A Sanepar estima que o número de pessoas chega a dobrar na região, durante a alta temporada, o que provoca sobrecarga e causa, muitas vezes, falta de água pontual.

Fonte: Do G1 PR


 
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